Governo e oposição do Quênia seguem sem acordo sobre coalizão após encontro

Nairóbi, 6 abr (EFE).- O Quênia segue sem Governo de coalizão apesar da reunião mantida neste domingo em Nairóbi entre o presidente Mwai Kibaki e o líder do partido opositor Movimento Democrático Laranja (ODM), Raila Odinga.

EFE |

A previsão era que hoje fosse anunciada a composição do primeiro Governo de coalizão da história do Quênia após mais de um mês de negociações depois da assinatura do acordo de reconciliação nacional em 28 de fevereiro deste ano, apoiado pelo ex-secretário-geral da ONU e mediador na crise política, Kofi Annan.

No entanto, ontem foi anunciado o adiamento do anúncio por divergências de última hora, embora hoje as conversas tenham sido retomadas com a esperança de que o acordo pudesse ser fechado ao longo do dia.

Porém, Kibaki e Odinga deixaram hoje a Presidência sem chegar a um acordo e disseram que se reunirão novamente amanhã de tarde.

Nenhum dos dois deu declarações, mas a assessoria de imprensa da Presidência emitiu um comunicado no qual afirmou que ambos pediram mais paciência ao povo queniano.

Embora não haja informação oficial, a imprensa apresentou uma minuta da lista proposta por Kibaki.

Segundo a emissora "KBC" e o jornal "Daily Nation", o presidente propôs ministérios menos importantes para o ODM, que, por sua parte, exige uma divisão eqüitativa das pastas para respeitar a proporção das forças políticas no Parlamento, onde a oposição é majoritária.

Kibaki e Odinga concordaram com a criação de um Governo com 40 ministros, o que organizações sociais e diplomatas credenciados em Nairóbi consideram um exagero, afirmando que o custo será muito caro para os cofres de um país que sofre a pior crise econômica desde a independência.

O acordo que pode ser fechado agora faz parte do pacto político assinado em 28 de fevereiro como fim do processo de negociações que acabou com mais de dois meses de violência tribal surgida após as eleições gerais de 27 de dezembro do ano passado.

Kibaki foi proclamado vencedor apesar das acusações de fraude por parte da oposição. EFE pgl/mac/fal

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