Governo e oposição concordam em reformar poupança

Madri, 5 mai (EFE).- O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e o líder da oposição, Mariano Rajoy, concordaram hoje em reformar em até três meses a lei que regula as cadernetas de poupança e agilizar as fusões entre as entidades financeiras.

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Madri, 5 mai (EFE).- O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e o líder da oposição, Mariano Rajoy, concordaram hoje em reformar em até três meses a lei que regula as cadernetas de poupança e agilizar as fusões entre as entidades financeiras. Rajoy anunciou os acordos em entrevista coletiva no Palácio da Moncloa após uma reunião de mais de duas horas com Zapatero centrada na grave crise econômica e financeira e no envolvimento da Espanha no plano de resgate europeu à Grécia. Segundo o líder opositor, o acordo com o chefe do Executivo prevê proceder a essa reforma antes de três meses com o objetivo de "garantir a independência dos órgãos de Governo" dessas entidades financeiras e agilizar as fusões. A reunião a sós entre Zapatero e o chefe da oposição conservadora espanhola ocorreu após a terça-feira negra da Bolsa espanhola, que registrou a segunda maior queda do ano provocada pelas pressões especulativas dos mercados sobre a Espanha diante do temor que suas finanças se contagiem da crise grega. Rajoy transmitiu ao chefe do Executivo o apoio do Partido Popular (PP) ao empréstimo de ajuda à Grécia. "Faço-o porque nossa aposta econômica é o euro" e a melhor maneira de defender ao euro e à Espanha é apoiar à Grécia, assinalou. Após afirmar que acabou o tempo das indecisões e é necessário atuar diante da gravidade da crise, Rajoy se mostrou a favor da reestruturação do sistema financeiro "Na Espanha não há crédito para as empresas e para as famílias, e sem crédito não há investimento. E sem investimento não há emprego", por isso que defendeu que "para que volte o crédito, é preciso sanear o sistema financeiro, capitalizá-lo e restruturá-lo". Uma das mais graves consequências da crise é a destruição dos postos de trabalho, que deixou 4,6 milhões de desempregados, mais de 20% da população ativa do país. Segundo Rajoy, para que Espanha possa sair da situação atual é preciso reduzir o déficit, proceder a uma reestruturação do sistema financeiro e fazer uma reforma laboral. "Se o Governo faz o que é preciso fazer, o PP vai apoiar. Advertiu que "o tempo acabou e que o povo quer são decisões". EFE eco-dm

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