Governo e oposição a Chávez voltam às ruas na Venezuela

CARACAS - Centenas de simpatizantes do presidente Hugo Chávez se reuniram em Caracas neste sábado para respaldar o governo, ao mesmo tempo que milhares de opositores organizaram outra manifestação paralela para criticar a lei de educação e a perseguição aos críticos do governo.

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Centenas de pessoas protestam contra o presidente venezuelano

Liderados por alguns ministros, os simpatizantes do governo afirmaram que a manifestação pretendia ainda denunciar o "imperialismo" e rejeitar a presença militar americana em bases colombianas.

"Saímos às ruas também para defendê-los (os opositores), porque se os Estados Unidos pretendem invadir a Venezuela não vão perguntar quem é chavista e quem não é", declarou Robert Serra, líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

O ministro de Obras Públicas, Diosdado Cabello, afirmou que a oposição não tem líderes nem projeto de governo e favorece a exclusão.

"Cada dia que a contrarrevolução tentar algo, nós vamos estar nas ruas para defender os espaços alcançados pelo povo", disse.

Na zona leste de Caracas, milhares de opositores criticaram a recentemente aprovada lei de Educação. Eles afirmaram que a mesma pretende doutrinar os estudantes e denunciaram perseguições do Executivo aos que protestam.

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Por outro lado, simpatizantes mostram aopoio ao presidente


Líderes dos diversos partidos políticos de oposição, deputados, governadores e prefeitos da chamada "alternativa democrática" encabeçaram a manifestação e denunciaram violações da Constituição por parte do governo.

"Presidente, se o senhor quer paz, abra os caminhos do diálogo, aqui está o povo, a sociedade e os partidos democráticos", pediu o prefeito metropolitano de Caracas, o opositor Antonio Ledezma.

"O diálogo não pode ser confundido com fragilidade, é um ato de responsabilidade e pedimos ao presidente que acabe com a perseguição aos prefeitos e governadores de oposição", completou.

Nas últimas semanas os protestos organizados por opositores venezuelanos foram reprimidos pela polícia, que prendeu pelo menos 11 pessoas.

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