Governo e grupos agrários argentinos aprofundam diferenças em nova reunião

Buenos Aires, 22 abr (EFE).- O Governo e entidades agrárias da Argentina aprofundaram hoje suas diferenças, em uma reunião realizada para regulamentar o mercado do trigo, em um dos temas mais conflituosos de uma tensa relação que desembocou recentemente em uma greve comercial dos produtores rurais e que durou três semanas.

EFE |

Técnicos das quatro maiores patronais agropecuárias do país rejeitaram uma iniciativa oficial apresentada pelo secretário argentino da Agricultura, Pecuária e Reflorestamento, Javier de Urquiza, e entregaram ao dirigente do Governo uma contraproposta que será analisada melhor nesta quarta-feira, segundo fontes das entidades rurais.

"Até o momento estamos em sentidos opostos", assegurou depois da reunião o presidente da Federação Agrária argentina, Eduardo Buzzi, antes de afirmar que a proposta oficial "não convence ninguém".

"O Governo pretende fazer com que o comércio de grãos fique nas mãos de cinco multinacionais, quando deve estar sob responsabilidade dos moinhos, dos produtores e dos exportadores", ressaltou.

Buzzi não quis prever as condições previstas para 2 de maio, dia em que vence a trégua de um mês estabelecida pelos produtores rurais no início de abril, quando as entidades agropecuárias suspenderam uma greve comercial que levou as principais cidades do país a registrar desabastecimento. EFE cw/fr

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