Governo e grupo rebelde retomarão negociações de paz na RDC em janeiro

Kinshasa, 21 dez (EFE) - As negociações que o Governo da República Democrática do Congo (RDC) e o grupo rebelde Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) realizam em Nairóbi foram adiadas até 7 de janeiro, segundo a Rádio Okapi, emissora financiada pela ONU.

EFE |

A emissora, que cita porta-vozes das Nações Unidas, que faz a mediação das conversas, informou que a delegação governamental ratificou este sábado a trégua existente na região de Kivu Norte, epicentro dos últimos confrontos no leste da RDC, mas o CNDP se negou a fazê-lo.

O CNDP disse que não pode considerar uma declaração conjunta de fim de hostilidades com as autoridades de Kinshasa porque as forças governamentais ocuparam áreas das quais os rebeldes se retiraram voluntariamente a partir de 18 de novembro, informaram as fontes.

Os mediadores internacionais, o enviado especial da ONU para a Região dos Grandes lagos, o ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, e o enviado da União Africana (UA), o ex-líder tanzaniano Benjamin Mkapa, chamaram de "sem fundamento" as razões interpostas pelo CNDP para não ratificar a trégua.

As negociações de Nairóbi tentam colocar fim a um conflito que já dura 15 anos no leste congolês e que emergiu novamente em agosto, quando o CNDP, liderado pelo general Laurent Nkunda, pegou novamente em armas contra o regime do presidente congolês, Joseph Kabila.

Apesar de os rebeldes terem se negado a assinar a declaração conjunta de cessar-fogo, as partes seguem comprometidas com o diálogo empreendido em Nairóbi no último dia 8, insistiram os mediadores.

Uma terceira minuta com as exigências do CNDP para que se incluam como mediadores os presidentes da Assembléia e do Senado congolês e representantes do Governo e da oposição foi retirada a pedido da delegação governamental. EFE jm/db

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