Governo e campo preparam demonstrações de força na Argentina

Buenos Aires, 23 mai (EFE).- Após um novo fracasso nas negociações envolvendo impostos às exportações de grãos, o Governo argentino e os trabalhadores rurais afirmaram hoje que vão esperar até o próximo domingo para votar adesões públicas maciças a suas posições que, por enquanto, são irreconciliáveis.

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As entidades agropecuárias esperam convocar no dia 25 cerca de 200.000 pessoas em Rosário (300 quilômetros ao nordeste de Buenos Aires), terceira cidade mais populosa da Argentina, localizada no coração da zona produtora de alimentos do país.

"Neste ato reafirmaremos a vontade do interior de não querer uma política errante, e se sim um país federal", disse hoje Eduardo Buzzi, titular da Federação Agrária Argentina (FAA) - uma das quatro entidades rurais, que conta com aproximadamente 290.000 agricultores.

Em meio à queda nos índices de popularidade da presidente Cristina Fernández de Kichner, o chefe de gabinete, Alberto Fernández, classificou o protesto preparado pelo campo como "político e opositor" "O ato do dia 25 é da oposição. Não há nenhum problema, pois todos têm direito a se manifestar. Mas é um ato da oposição", disse o chefe de gabinete.

Já o Governo espera reunir cerca de 100.000 pessoas sob o lema "a pátria somos todos". No ato, a presidente planeja anunciar o "acordo do bicentenário", um pacto entre sindicatos, patrões empresários e o Governo. EFE nk/fh/plc

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