Washington, 20 ago (EFE).- O Governo dos Estados Unidos começou a recolher informações sobre os cidadãos americanos que cruzam suas fronteiras por terra, que ficarão guardadas por até 15 anos, afirmou hoje o diário The Washington Post.

"O Governo federal usou seu sistema de controles nos postos de cruzamento de fronteira para ampliar enormemente sua base de dados sobre os viajantes que entram no país", indicou o artigo, que cita como fonte funcionários não identificados.

A coleta de fundos inclui os dados de todos os cidadãos dos Estados Unidos que cruzam a fronteira por terra, e os dados recolhidos serão guardados por 15 anos, e poderão ser usados em investigações criminais e de inteligência, segundo o diário.

O sistema faz parte de "um esforço mais amplo para proteger o país de ameaças terroristas", segundo a publicação.

"Também reflete um crescente número de sistemas do Governo que contêm informações pessoais sobre os americanos, que podem ser acessadas para uma ampla gama de propósitos policiais e de espionagem", acrescentou.

Greg Nojeim, advogado do Centro para Democracia e Tecnologia, disse ao "Post" que "o povo espera que o Governo controle a entrada no país e determine se é admissível ou não".

"O que não se espera é que o Governo guarde um registro de suas entradas no país durante 15 anos", criticou.

Russ Knocke, um porta-voz do Departamento de Segurança Nacional, indicou que o período de conservação das fichas se justifica, segundo assinalou o "Post".

"A história mostrou que, seja no caso de atividades criminosas ou políticas, a conspiração, o planejamento ou ainda as relações entre os conspiradores podem durar vários anos", explicou o funcionário.

"Os registros básicos de viagens podem, literalmente, ajudar os investigadores a conectar os dados", disse Knocke. EFE jab/gs

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