Governo dos EUA quer ampliar orçamento para defesa

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, propôs nesta segunda-feira aumentar o orçamento da pasta para 2010, apesar da previsão de cortes em alguns dos principais programas de armas. O orçamento proposto por Gates para a Defesa é de US$ 534 bilhões (cerca de R$ 1,18 trilhão) e ainda precisa ser aprovado pelo Congresso.

BBC Brasil |

O plano apresentado pelo secretário prevê uma reforma profunda nos gastos militares americanos. Segundo Gates, os Estados Unidos devem parar de comprar armamentos projetados na época da Guerra Fria, como os caças F-22 (Raptor), que não foram usados no Iraque nem no Afeganistão.

O Pentágono deverá comprar apenas os 187 caças F-22 que já haviam sido incluídos no orçamento atual, além de aumentar a compra de caças F-35 Joint Strike.

A empresa Lockheed Martin, que fabrica os F-22, disse que 95 mil empregos estarão ameaçados caso o Departamento de Defesa deixe de comprar os caças.

Os F-22 foram desenvolvidos originalmente nos anos 1980, durante a Guerra Fria, como contraponto a jatos de guerra da União Soviética. Cada F-22 custa cerca de US$ 150 milhões.

O novo orçamento prevê ainda o fim da compra da nova geração de helicópteros presidenciais VH-71, também fabricados pela Lockheed Martin.

Ao recomendar o fim da compra dos helicópteros VH-71, Gates afirmou que esse programa "está atrasado seis anos e corre o risco de não fornecer a capacidade exigida". O plano prevê ainda mudanças no programa de defesa antimísseis.

Cerca de US$ 11 bilhões serão destinados a aumento de pessoal nas Forças Armadas, caso o orçamento seja aprovado pelo Legislativo federal americano.

Apesar dos cortes previstos, o orçamento ainda assim será maior que o do ano anterior. Os Estados Unidos respondem atualmente por cerca de 40% dos gastos militares no mundo.

Segundo o correspondente da BBC em Washington Adam Brookes, o governo do presidente Barack Obama deverá enfrentar uma batalha no Congresso para aprovar esse novo orçamento.

Brookes afirma que muitos congressistas não pretendem abrir mão dos empregos e da renda para seus distritos provenientes dos gastos militares.


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