Governo dos EUA é acusado de ocultar informações sobre morte de imigrantes

Washington, 25 jun (EFE).- A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) acusou hoje o Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE) do Departamento de Segurança Nacional de se negar a entregar documentos sobre a morte de imigrantes ilegais sob custódia do Governo americano.

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A acusação está em um processo apresentado pela ACLU perante um tribunal federal.

"Sabemos que o atendimento médico disponibilizado em muitos centros de detenção de imigrantes é muito inadequado e teve como resultado sofrimento e mortes desnecessárias", disse Elizabeth Alexander, uma diretora do ACLU.

"Não se deve permitir que o Departamento de Segurança Nacional mantenha oculta a informação sobre estas mortes. É imperativo que o ICE preste contas de maneira pública quando não proporcione o atendimento médico que ordena a Constituição dos EUA", acrescentou Alexander.

O processo não dá detalhes sobre o número de mortes nem os lugares onde teriam acontecido.

Há um ano, a ACLU apresentou um requerimento judicial contra o Centro Correcional de San Diego, na Califórnia. O texto denuncia que a má política médica e a recusa a proporcionar tratamento haviam sido a causa do sofrimento e da morte de vários detidos.

No ano passado, a ACLU pediu ao Departamento de Segurança americano informações sobre eventuais registros de mortes de imigrantes detidos.

Segundo a ACLU, muitos imigrantes são confinados em prisões junto a delinqüentes comuns ou em algumas instalações para detenção de imigrantes administradas por empresas privadas.

"A menos que o ICE demonstre uma transparência total e entregue toda a informação que pedimos, não nos fica outra opção senão acreditar que existe algo a ser ocultado", disse Alexander. EFE ojl/rr

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