Governo dos EUA deu alívio fiscal de US$ 140 bilhões a bancos

Washington, 10 nov (EFE).- O Governo americano determinou, em meio à turbulência financeira de setembro, uma mudança nos impostos que dará aos bancos um alívio de US$ 140 bilhões, informou hoje o jornal The Washington Post.

EFE |

"O Departamento do Tesouro emitiu a notificação de cinco parágrafos que atraiu muito pouca atenção pública", indicou o jornal. "Uma mudança enorme de duas décadas de política tributária escapou à atenção ainda dos legisladores por vários dias".

No fim de setembro, enquanto os mercados financeiros ameaçavam com uma derrubada, o Congresso aprovou e o presidente Bush promulgou um socorro de US$ 700 bilhões, embora sem um plano muito claro sobre o uso dessa intervenção estatal na economia.

Segundo o "Post", os primeiros a sentir "a magnitude" da mudança ordenada pelo Departamento do Tesouro foram os advogados de empresas que se especializam em impostos.

"Quando alguns legisladores se deram conta do assunto, se enfureceram", acrescentou a matéria. "Alguns analistas no Congresso chegaram à conclusão de que a medida foi ilegal, mas lhes preocupou que, se isto fosse dito em público, pudesse prejudicar várias fusões bancárias recentes, facilitadas por essa resolução".

Os bancos dos Estados Unidos já estão recebendo cerca de US$ 250 bilhões em investimentos do Governo que, supostamente, tinham o propósito de consolidar a posição financeira das instituições para que estas retomassem os empréstimos ao público e os negócios.

Por outro lado, segundo informou o "Post", os bancos seguem usando o dinheiro para aumentar suas reservas, pagar dividendos a seus acionistas e bônus multimilionários a seus executivos.

A modificação de uma seção do código de impostos afetou uma regra que limitava o tipo de isenções fiscais aplicáveis nas fusões de empresas.

"A mudança ocorreu após um esforço de duas décadas de economistas conservadores e funcionários de Governos republicanos para eliminar ou reformar a lei que é tão pouco conhecida que analistas tributários muito influentes às vezes ainda não a conhecem", acrescentou a matéria. EFE jab/jp

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