Governo dos EUA condena atentados terroristas em Bagdá

Washington, 19 ago (EFE).- O Governo dos Estados Unidos condenou hoje firmemente a onda de atentados terroristas que deixaram pelo menos 95 mortos e cerca de 600 feridos em Bagdá, no que foi a maior onda de ataques ocorrida no Iraque neste ano.

EFE |

"Os EUA condenam energicamente os atentados coordenados desta manhã contra instituições do Governo em Bagdá", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly.

"Um atentado contra uma delegação diplomática e contra todos aqueles que trabalham para estabelecer relações pacíficas por meio do diálogo e da diplomacia é um ataque contra toda a comunidade internacional", disse o porta-voz em sua entrevista coletiva diária.

Kelly sustentou também que estes atentados terroristas "são uma tentativa de sabotar" o processo democrático e de estabilização do país, no qual as instituições iraquianas e as forças de segurança trabalham duramente.

"Achamos que (esses atentados) não vão deter os iraquianos em seus esforços para criar uma sociedade pacífica e próspera", acrescentou.

Por enquanto, os EUA não têm informações precisas sobre a autoria dos atentados. As forças de segurança iraquianas acusaram a rede terrorista Al Qaeda de estar por trás desta onda de violência.

O porta-voz falou que, a julgar por atentados anteriores, "este tipo de ataque coordenado possui o selo das atividades da Al Qaeda".

A onda de atentados ocorre depois da retirada das tropas americanas das áreas urbanas iraquianas, em 30 de junho, e depois que o Governo do Iraque decidiu, em 8 de agosto, começar a retirada das barreiras de concreto em Bagdá.

Perguntado sobre uma possível reconsideração do acordo de segurança com o Iraque caso a onda de atentados continue, Kelly disse que os EUA apoiam o Governo iraquiano em sua luta contra o terrorismo e que o tipo de ajuda que pode dar depende da decisão desse país.

"Estamos ali para apoiar o Governo do Iraque. Temos um acordo com eles que estamos cumprindo (com a retirada progressiva das tropas).

Os iraquianos decidirão que tipo de ajuda querem", concluiu. EFE cae/bba

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