Washington, 20 jul (EFE).- O Governo dos Estados Unidos atrasou a apresentação de dois relatórios sobre a política a ser seguida em Guantánamo, a cerca de seis meses de expirar o prazo dado pelo presidente Barack Obama para o fechamento da prisão.

Segundo reconheceram hoje altos funcionários que preferiram não se identificar, o grupo de trabalho que devia apresentar um relatório com recomendações sobre a política de detenções de terroristas pediu uma prorrogação de seis meses.

Em vez disso, deve ser apresentado um relatório provisório esta semana, data em que deveria ser divulgado o texto definitivo.

Um segundo relatório, que se centra em como realizar os interrogatórios dos suspeitos de terrorismo, requer uma prorrogação de dois meses, segundo os funcionários.

Apesar de tudo, os altos funcionários expressaram seu otimismo de que se vá cumprir o prazo dado por Obama, quando em 22 de janeiro anunciou o fechamento de Guantánamo no prazo de um ano.

Um grupo de trabalho composto por representantes do Departamento de Estado, Justiça, Defesa, advogados especialistas em direitos humanos e representantes das forças de segurança estudam caso por caso o futuro dos detidos em Guantánamo, que são cerca de 240.

Em cada caso se decide se o preso pode ser transferido a outro país ou será julgado em território americano.

Segundo as fontes, até o momento foram vistos aproximadamente metade dos casos e se decidiu a favor da transferência no caso de mais de 50 detidos, enquanto "um número significativo" será processado.

Parte deles seria processado nos tribunais federais e parte em comissões militares, segundo as fontes. EFE mv/rr

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