Governo do Zimbábue volta a negociar com oposição

Johanesburgo, 15 ago (EFE).- O Governo e a oposição do Zimbábue voltaram hoje a negociar na África do Sul a formação de um Governo de união nacional, antes da realização da cúpula da Comunidade para o Desenvolvimento da África Meridional (SADC, em inglês) neste final de semana, que terá esta questão como tema central.

EFE |

Representantes da governamental União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF) e do opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC) se reuniram em Johanesburgo, onde hoje também chegaram o presidente zimbabuano, Robert Mugabe, e o líder da oposição, Morgan Tsvangirai.

Porta-vozes de ambas as partes confirmaram o retorno da negociação, suspensa na última terça, quando Tsvangirai pediu tempo para meditar e consultar com seu partido os desacordos surgidos em três dias de conversas diretas com Mugabe em Harare, segundo informou o mediador, o presidente sul-africano, Thabo Mbeki.

A Cúpula, na qual Mbeki receberá a Presidência rotativa da SADC, acontecerá em Johanesburgo.

No entanto, o Governo de Botsuana disse que boicotará a reunião de chefes de Estado e do Governo dos 14 países da SADC, que deve inaugurar no domingo sua zona de livre-comércio.

Mbeki, mediador designado pela SADC, viajou no sábado a Harare para mediar a negociação entre Mugabe, chefe da Zanu-PF, e os líderes das facções majoritária e minoritária do MDC, Tsvangirai e Arthur Mutambara, respectivamente.

As conversas entre os três líderes tiveram início no domingo, após quase três semanas de negociações em Pretória de representantes de seus partidos sem que eles chegassem a um acordo.

Segundo meios de comunicação sul-africanos e zimbabuanos, Tsvangirai quer que o Parlamento, eleito em março, se reúna e vote os cargos de primeiro-ministro e presidente, proposta não aceita pelo grupo governamental. O Parlamento, onde o MDC tem maioria, ainda não foi convocado por Mugabe.

O líder da oposição também almeja ocupar o cargo de primeiro-ministro, com poderes executivos, enquanto Mugabe seria presidente, com funções honorárias, além de um período transitório para umas novas eleições de dois anos.

Mugabe, por sua vez, quer compartilhar o poder executivo e um período de cinco anos antes da convocação de um novo pleito. EFE cho/ab/fal

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