O presidente do Sri Lanka decretou neste domingo um cessar-fogo de 48 horas com os rebeldes por ocasião das festividades do Ano Novo tâmil, que começam segunda-feira, uma medida elogiada pela ONU e por Londres, onde mais de 100.000 pessoas se manifestaram sábado neste sentido.

O presidente Mahinda Rajapakse ordenou às forças armadas que "se limitem a operações de defesa durante o Ano Novo", para que os moradores da área dos combates possam comemorar a data, anunciaram os serviços da presidência em comunicado.

O anúncio foi feito num momento em que as forças armadas tentam há vários meses eliminar os últimos remanescentes dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE, separatistas), entrincheirados no nordeste da ilha.

A ONU acredita que 100.000 a 150.000 civis continuam sem poder sair da região dos combates. Para Colombo, que acusa os rebeldes de utilizar estes civis como "escudos humanos", eles são na verdade 70.000..

O anúncio do cessar-fogo foi saudado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que o qualificou de "primeira etapa útil para o fim dos combates na paz e na ordem".

Ban Ki-moon destacou, porém, que este cessar-fogo é mais curto que a trégua de "alguns dias" que desejava. O secretário-geral da ONU conclamou os rebeldes do LTTE a "tomar medidas concretas e imediatas para proteger os civis e respeitar o cessar-fogo".

O ministro britânico das Relações Exteriores, David Miliband, também "recebeu muito favoravelmente" o anúncio do cessar-fogo, considerando "essencial" que os civis sejam agora "autorizados a se deslocar livremente para fora da zona de conflito".

Na véspera, mais de 100.000 pessoas se manifestaram em Londres para pedir um cessar-fogo no Sri Lanka, colônia do Reino Unido até 1948.

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