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Governo do Quirguistão prorroga em 1 ano contrato da base dos EUA no país

Moscou, 16 abr (EFE).- O Governo provisório do Quirguistão anunciou hoje que prolongará automaticamente por um ano o contrato de aluguel da base aérea americana de Manas, utilizada para o trânsito de cargas militares com destino ao Afeganistão.

EFE |

"O Quirguistão estenderá por um ano a validade do acordo com os Estados Unidos sobre o centro de passagem de Manas", afirmou Omurbek Tekebáyev, vice-primeiro-ministro do Governo provisório.

A base aérea de Manas suspendeu os voos com destino ao Afeganistão durante vários dias devido à explosão dos distúrbios em Bishkek, mas os retomou assim que as novas autoridades restabeleceram a ordem na capital quirguiz.

O contrato de aluguel da base, assinado pelo presidente deposto do Quirguistão, Kurmanbek Bakiyev, no dia 22 de junho de 2009 e válido até o dia 7 de julho, estabelece a renovação automática caso nenhum dos signatários o questione.

Após as queda de Bakiyev, fontes russas informaram que a base de Manas poderia ser fechada, mas a chefe do Governo provisório, Rosa Otunbayeva, negou isso categoricamente.

No começo de 2009 Bakiyev anunciou o fechamento da última base americana na Ásia Central após desacordos sobre o pagamento do aluguel e o status dos militares americanos, mas em junho entrou em acordo com Washington para reconverter o local em um centro de passagem de cargas militares e humanitárias com destino ao Afeganistão.

Em virtude do acordo, o centro acolhe pessoal administrativo e só um pequeno número de soldados que encarregados da segurança, embora as mercadorias que transitam com destino ao Afeganistão não sejam supervisionadas.

O centro é vital para os Estados Unidos, que parte dele para enviar tropas e equipes através do Paquistão para o Afeganistão, território hostil em que muitos dos comboios de provisões foram objeto de atentados e sabotagens.

A base quirguiz aumentou em importância quando as tropas americanas abandonaram, em novembro de 2005, a base uzbeque de Karshi-Janabad, próxima à fronteira afegã.

Rússia, China e os países centro-asiáticos pediram aos EUA que coloquem um prazo em sua presença militar na região. As autoridades americanas, por sua vez, responderam que não abandonarão a zona até que cumpram seus objetivos no Afeganistão. EFE io/pb

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