Governo do Peru diz que avança diálogo para sufocar protestos

LIMA (Reuters) - O governo peruano disse nesta terça-feira que avançaram as negociações com dirigentes de organizações sociais para sufocar os protestos no centro e no sul do país, onde as principais estradas permanecem bloqueadas por manifestantes que pedem mais investimentos e atenção do Estado a essas regiões. O protestos começaram dias atrás, semanas depois que conflitos na região amazônica, norte peruano, deixaram 34 policiais e indígenas mortos, na pior manifestação que enfrentou o governo do presidente Alan García.

Reuters |

"Até o momento, acredito que avançamos bem", afirmou o primeiro-ministro peruano, Yehude Simon, que se reuniu com várias lideranças da cidade de Andahuaylas, 400 km ao sul de Lima.

Simon disse que o governo garantiu às lideranças a construção de estradas e assegurou que o aeroporto local não será privatizado.

Os manifestantes tomaram há duas semanas o pequeno aeroporto de Andahuaylas.

"Estamos reunidos com os irmãos andinos numa reivindicação que tem muitos anos. Tem sido um diálogo amplo, sem dificuldades", afirmou o primeiro-ministro.

Ele planeja viajar nesta quarta-feira para Cuzco, onde milhares de trabalhadores realizaram uma passeata na segunda-feira contra os planos do governo de construir uma hidrelétrica, entre outras reivindicações.

Além dos protestos em Andahuaylas e Cuzco, milhares de mineiros bloquearam uma estrada importante do país na cidade andina de La Oroya. Eles demandam do governo a manutenção dos seus empregos.

Por causa do bloqueio, centenas de caminhões e carros permaneciam parados, segundo imagens de TV.

Os sindicatos anunciaram mais cedo a realização de um protesto nacional para o dia 8 de julho. Eles querem mudanças na política econômica, reivindicações trabalhistas e renúncia do ministério.

(Reportagem de Marco Aquino)

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