Governo do Paquistão proscreve movimento talibã

Islamabad, 25 ago (EFE).- O Governo paquistanês proscreveu hoje o movimento Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), que reúne os grupos talibãs locais e que nos últimos meses reivindicou a autoria de vários atentados.

EFE |

O conselheiro do Ministério do Interior, Rehman Malik, anunciou que o Governo aprovou uma diretiva para perseguir os insurgentes e bloquear todas as contas bancárias do TTP, disse à Agência Efe o porta-voz da pasta, Mukarrab Mukhtar.

Malik acrescentou que o Executivo já comunicou esta decisão a várias chancelarias estrangeiras.

Uma fonte diplomática ocidental consultada pela Efe disse que sua embaixada ainda não recebeu nenhuma notificação.

"O estranho é que o TTP não estivesse ainda ilegalizado e que decidam proceder a ilegalização agora, após tantos meses de enfrentamentos e atentados", ressaltou a fonte.

O anúncio ocorre depois que o líder do governamental Partido Popular do Paquistão (PPP) e candidato à Presidência do país, Asif Zardari, reconhecer em uma entrevista à "BBC" que o TTP "deveria" ser ilegalizado.

O TTP se formou em 2007 para coordenar as ações dos diferentes grupos talibãs paquistaneses que operam nas demarcações tribais da conflituosa Província da Fronteira Noroeste e no cinturão pashtun fronteiriço com o Afeganistão.

O movimento nomeou como chefe o líder fundamentalista Baitullah Mehsud, que tem sua base no distrito tribal do Waziristão do Sul, e nomeou outros líderes em várias demarcações.

Após o pleito de fevereiro, o novo Executivo iniciou conversas com o TTP e inclusive chegou a assinar vários acordos de paz para diversas zonas, que acabaram sendo suspensos perante o auge da violência fundamentalista.

Quando Pervez Musharraf renunciou à Presidência, em 18 de agosto, o TTP sugeriu ao Governo reiniciar as conversas, mas alertou que os atentados continuariam até que o Exército coloque fim às operações militares em vários pontos contra a insurgência.

Mukhtar disse que "o Governo não tem nenhuma intenção de manter conversas com um grupo que é ilegal".

A fonte acrescentou que Interior rejeitou também uma oferta do TTP de cessar-fogo na demarcação tribal de Bajaur. EFE igb/an

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