Governo do Paquistão confirma que funcionário da ONU sequestrado segue vivo

Islamabad, 23 fev (EFE).- O americano John Solecki, funcionário da ONU sequestrado no início do mês, segue vivo, informou à Agência Efe uma fonte do Governo do Paquistão.

EFE |

"Solecki segue vivo. Estamos trabalhando por sua libertação e espero que tenhamos boas notícias em breve", explicou o porta-voz do Ministério do Interior, Shahidullah Baig.

Mais cedo, a porta-voz da ONU em Islamabad, Maki Shinahar, assegurou à Efe que o organismo dava credibilidade à versão dos seqüestradores de que Solecki continuava com vida. Ele tinha sido dado como morto pela imprensa.

"Houve bastante confusão e, embora continuemos sem poder ter contato direto com os sequestradores, acreditamos que a última versão, de que ele se encontra vivo, é aparentemente a correta", explicou à Agência Efe a porta-voz da ONU em Islamabad, Maki Shinahar.

Em telefonema à emissora de televisão "Geo TV", um grupo de desconhecidos reivindicou o sequestro do funcionário americano da ONU John Solecki, no Paquistão, dia 2 deste mês, e disse que o assassinou.

A ligação foi feita ao clube de imprensa da cidade de Quetta, capital da província do Baluchistão e no oeste do país.

O telefonema afirmando o homicídio do americano ocorreu em torno das 12h locais (4h de Brasília). O grupo disse que entregaria o corpo do americano nas duas próximas horas.

Solecki, chefe da Alta Delegacia das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) na cidade, foi sequestrado por separatistas da Frente Unida de Libertação do Baluchistão (Bluf).

Após a informação da TV, um porta-voz do Bluf citado pela agência "Online" negou que seu grupo tenha matado Solecki e afirmou que ele continua vivo. Ele também estaria recebendo cuidados médicos.

ONU pediu insistentemente para entrar contato com o Bluf nos últimos dias, mas ainda não conseguiu.

A organização separatista tinha ameaçado assassiná-lo e distribuiu uma carta com exigências e um vídeo de curta duração no qual Solecki dizia que não estava bem.

Os seqüestradores exigiram a libertação de 141 mulheres baluchis detidas e informação sobre o paradeiro de 6 mil ativistas políticos supostamente desaparecidos.

Na província de Baluchistão operam vários grupos nacionalistas armados que lutam há décadas pela independência ou autonomia da região. EFE igb/dp

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