Governo do Paquistão completará Executivo com novo membro em coalizão

Islamabad, 15 set (EFE).- O primeiro-ministro do Paquistão, Yousaf Raza Gillani, completará e ampliará seu Governo nos próximos dias com a provável inclusão de um novo membro na coalizão liderada pelo Partido Popular do Paquistão (PPP), informou hoje à Agência Efe uma fonte desta legenda.

EFE |

Após o abandono da coalizão pela Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), a segunda força no Parlamento, o PPP negocia com o Muttahida Quami Movement (MQM), partido aliado do Governo na província de Sindh (sudeste).

"Estamos conversando com MQM, contamos com seu apoio e o lógico seria que entrassem no Executivo e obtivessem alguns ministérios", afirmou à Agência Efe a deputada do PPP Farzana Raja.

A parlamentar explicou que a remodelação acontecerá assim que o líder do PPP e presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, que está em Londres, comparecer à sessão conjunta entre a Assembléia Nacional e o Senado no dia 20 de setembro.

Zardari aceitou no sábado a demissão dos nove ministros da PML-N, fechando assim a porta para um possível retorno do partido de Sharif à coalizão do Governo.

A ida para a oposição da PML-N por causa do descumprimento de acordos por Zardari obriga agora o PPP a consolidar novos apoios para contar com estabilidade parlamentar.

O porta-voz do MQM, Farooq Sattar, admitiu recentemente à Efe que seu partido está disposto a entrar no Governo.

"Só é preciso que o PPP nos dê um sinal. Já garantimos nosso apoio incondicional", disse.

Segundo a deputada do PPP, o Gabinete, que agora conta com 24 ministérios, não será apenas completado, mas também ampliado em duas fases até dispor de 40 ou 45 pastas, "como é habitual no Paquistão".

"Nesta primeira fase serão nomeados os substitutos e serão criadas novas pastas. O número ainda não foi decidido", acrescentou Raja.

No entanto, dentro da PML-N existe um alto grau de desconfiança em relação ao PPP.

"Estiveram jogando sujo. Desde o princípio, quando concordamos em formar a coalizão em março, não esperávamos outra coisa, mas queríamos colocar a toda prova", declarou hoje à Efe o porta-voz da PML-N, Siddiq-ul-Farooq.

Farooq reiterou a intenção de seu partido de exercer uma "oposição construtiva", mas sugeriu que o Governo do PPP não concluirá a legislatura se continuar com "esta atitude".

"O PPP tem medo de que Sharif consiga uma cadeira e estão evitando que faça isto a todo custo. Dispõem dos aparelhos do Estado para isto e tanto a chefia do Tribunal Supremo quanto da Procuradoria-Geral estão nas mãos de pessoas muito fiéis. Cada ação terá uma reação", advertiu Farooq.

Sharif precisa conseguir uma cadeira de deputado para poder aspirar ser primeiro-ministro, supondo que conseguirá apoio suficiente para derrubar o Governo do PPP. EFEi gb/wr/fal

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