Governo do Nepal estuda integração de guerrilheiros em Exército

Katmandu, 28 out (EFE).- O Governo do Nepal formou hoje o comitê especial que deverá estudar a integração dos combatentes maoístas na estrutura de segurança do país, afirmou um ministro governamental.

EFE |

A integração dos 19.602 ex-combatentes maoístas, que vivem há quase dois anos em 28 acampamentos supervisionados pela ONU, é considerado um passo chave para o processo de paz.

O comitê é liderado pelo vice-primeiro-ministro - e ministro do Interior - Bam Dev Gautam, que pertence ao Partido Comunista do Nepal (Unido Marxista-Leninista), o segundo maior da coalizão de Governo.

No comitê também há dois membros do partido que lidera o Governo, o Partido Comunista do Nepal (Maoísta), e respectivos representantes do opositor Partido do Congresso Nepalês e da legenda nacionalista Fórum Madhesi Janadhikar.

Os maoístas afirmam que seus antigos combatentes deveriam ser integrados ao Exército nepalês, mas os outros partidos são reticentes a integrarem os antigos insurgentes na tropa, composta por 95 mil homens.

Outra das opções sugeridas é a criação de uma nova força, a integração dos combatentes na Polícia ou simplesmente oferecer a eles a possibilidade de obterem uma compensação financeira sem os unir às forças de segurança.

Os acordos de 2006 entre os maoístas e o Governo, que acabou com dez anos de guerra, colocaram os guerrilheiros em pé de igualdade com o Exército nepalês e previam uma integração de ambos em apenas um corpo.

O processo de paz viveu um ponto culminante em abril, com a vitória dos maoístas nas eleições para a Assembléia Constituinte e a proclamação da República. EFE ms/fal

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