Washington comemora acordo político no Líbano http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/21/parlamento_libanes_nomeara_presidente_no_proximo_domingo_1321605.htmlParlamento libanês nomeará presidente no próximo domingo http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/21/acordo_politico_no_libano_dissolve_ameaca_de_guerra_civil_1321406.htmlAcordo político no Líbano dissolve ameaça de guerra civil" / Washington comemora acordo político no Líbano http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/21/parlamento_libanes_nomeara_presidente_no_proximo_domingo_1321605.htmlParlamento libanês nomeará presidente no próximo domingo http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/21/acordo_politico_no_libano_dissolve_ameaca_de_guerra_civil_1321406.htmlAcordo político no Líbano dissolve ameaça de guerra civil" /

Governo do Líbano e Hezbollah fecham acordo de paz

A maioria governista e a oposição do Líbano, liderada pelo Hezbollah, chegaram a um acordo para eleger um novo presidente, colocando fim a 18 meses de uma crise política que levou o país à beira de uma guerra civil. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/21/washington_comemora_acordo_politico_no_libano_1321626.htmlWashington comemora acordo político no Líbano http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/21/parlamento_libanes_nomeara_presidente_no_proximo_domingo_1321605.htmlParlamento libanês nomeará presidente no próximo domingo http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/21/acordo_politico_no_libano_dissolve_ameaca_de_guerra_civil_1321406.htmlAcordo político no Líbano dissolve ameaça de guerra civil

BBC Brasil |

O acordo estabelece a aprovação de novas leis eleitorais para 2009 e a formação de um novo governo de unidade nacional com poderes de veto para a oposição, liderada pelo movimento xiita Hezbollah.

Anunciado nesta quarta-feira pela manhã, depois de seis dias de negociações em Doha, capital do Catar, o acordo prevê que as duas facções elegerão o comandante do Exército libanês, general Michel Suleiman, como o novo presidente.

A expectativa é que Suleiman seja eleito em uma sessão no Parlamento dentro de 48 horas.

Garantias

O governo libanês também queria garantias de que o Hezbollah não usaria suas armas internamente e que houvesse uma futura discussão sobre um desarmamento do grupo.

Pelo acordo, os líderes libaneses prometeram não recorrer à violência para fins políticos, deixando para o novo presidente discutir com o Hezbollah a questão do desarmamento.

Negociações difíceis

As negociações levaram seis dias e estiveram à beira do colapso, pois nenhum dos lados mostrava sinais de que ia recuar em suas demandas. Os pontos mais sensíveis eram as novas leis eleitorais e as armas do grupo Hezbollah. Na segunda-feira, integrantes das duas facções políticas estiveram a ponto de deixar as reuniões.

Segundo analistas, a questão é se os dois lados cumprirão o que prometeram, já que, no passado, outros acordos foram rompidos.

As negociações foram intermediadas por uma delegação da Liga Árabe, chefiada pelo primeiro-ministro e ministro de Relações Exteriores do Catar, Hamad bin Jassim bin Jabr Al-Thani, e o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa.

A delegação esteve em Beirute, capital do Líbano, na quinta-feira, para aproximar as duas partes e fechar um acordo para que as negociações continuassem em Doha.

Violência

O Líbano está sem presidente desde novembro de 2007, quando Emile Lahoud, que é pró-Síria, deixou o cargo ao fim de seu mandato. Desde então, as duas facções políticas não conseguiam eleger seu sucessor.

A crise se intensificou quando o governo aprovou duas medidas que previam uma investigação da rede de telecomunicações do Hezbollah e a exoneração do chefe de segurança do aeroporto de Beirute porque ele seria simpatizante do grupo xiita.

As medidas provocaram revolta no Hezbollah, que respondeu com protestos em Beirute e outros pontos do país que logo enveredaram para a violência.

Houve batalhas entre milícias pró e antigoverno. O grupo xiita e seus aliados derrotaram as forças governistas e ocuparam todo oeste de Beirute.

Os combates pesados entre as duas facções na capital e também em Trípoli, no norte, nas montanhas e em outras cidades do leste do país levaram vários estrangeiros e libaneses a deixar o país.

A onda de violência, que durou seis dias, deixou ao menos 65 mortos e 200 feridos.

O governo do Líbano acabou voltando atrás na quarta-feira passada, revogando oficialmente as duas medidas contrárias ao Hezbollah como forma de abrir o caminho para negociações e acalmar a crise.

Após a divulgação do acordo, o Hezbollah anunciou que estava encerrando a desobediência civil, desbloqueando estradas e avenidas da capital Beirute e liberando o acesso ao aeroporto da capital libanesa.

Os recentes conflitos nas ruas foram a pior crise no Líbano desde o final de sua sangrenta guerra civil (1975-1990).

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