Governo do Iraque pede calma após onda de violência em Kirkuk

Bagdá, 1 ago (EFE).- O Governo do Iraque pediu hoje para que se mantenha a calma na cidade de Kirkuk (norte), e advertiu que atuará com firmeza contra os grupos armados que tentarem gerar distúrbios na região.

EFE |

"O Governo do Iraque adverte que qualquer violação (da lei) ou distúrbio de segurança gerado por grupos armados será respondido com toda a força e a firmeza que permitam as leis", afirmou hoje o Governo, em comunicado oficial.

A nota faz referência a uma série de distúrbios registrados nos últimos dias em Kirkuk, e que deixaram mais de 20 mortos.

"O Governo do Iraque pede a todas as partes em Kirkuk para que conservem a calma e o bom senso, e submetam-se às leis e à Constituição", acrescenta o comunicado.

Em 28 de julho, 12 pessoas morreram em um ataque suicida em Kirkuk cometido por uma mulher que levava explosivos e que os detonou no meio de uma concentração política.

Posteriormente, um tiroteio entre grupos políticos rivais deixou mais de dez mortos na mesma região.

A concentração onde ocorreu o atentado tinha o objetivo de protestar contra a aprovação de uma lei sobre as eleições provinciais, inicialmente convocadas para 1º de outubro, e que não contou com o respaldo dos legisladores curdos.

O principal empecilho para a aprovação da lei foi a disputa entre curdos, turcomanos e árabes por Kirkuk.

Os curdos, que desejam anexar essa cidade à sua região autônoma, rejeitam a nova lei porque estipula a repartição de 32% das cadeiras do conselho local de Kirkuk para cada um dos três grupos étnicos, e os 4% restantes para outras minorias.

A lei foi aprovada pelo Parlamento em 22 de julho, mas o presidente iraquiano, Jalal Talabani, decidiu vetá-la, e abriu consultas políticas para conseguir um texto pactuado. EFE am/gs

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