Governo do Iraque expulsa 1.300 policiais e militares por atitudes sectárias

Bagdá, 13 abr (EFE).- O Governo do Iraque exonerou cerca de 1.

EFE |

300 policiais e militares devido a atitudes sectárias no desempenho de seus deveres nas províncias do sul do país, de maioria xiita.

O anúncio foi feito pelo porta-voz do Ministério do Interior iraquiano, general Abdul Karim Khalaf, em declarações à imprensa em Bagdá.

Novecentos e vinte e um membros da Polícia e do Exército foram afastados de seus cargos na cidade de Basra. Além disso, outros 400 policiais e militares foram destituídos na cidade de Al-Kut, capital da província de Wasat, indicou Khalaf.

O general iraquiano afirmou ainda que essas pessoas terão que comparecer perante um tribunal militar pelas atitudes sectárias demonstradas frente a determinados setores da população.

A exoneração dos oficiais ocorre um mês depois da ampla campanha de segurança lançada em Basra, e que foi ordenada pelo primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki, para castigar os "elementos que estão fora da lei".

A operação, que derivou em duros enfrentamentos entre tropas iraquianas e membros da milícia xiita Exército Mehdi, liderada pelo clérigo radical Moqtada al-Sadr, deixou centenas de mortos e feridos.

Nos combates, centenas de militares e policiais se recusaram a lutar contra os milicianos, e entregaram suas armas ao Exército Mehdi.

A maioria dos membros da Polícia e das Forças Armadas destacados no sul do Iraque é xiita, assim como o primeiro-ministro Maliki. EFE am/gs

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