Governo do Equador pode ser dissolvido por conta da crise

Militares retiram documentos do Palácio do Governo e Rafael Correa considera desfazer assembleia e convocar novas eleições

Danilo Fariello, iG Brasília |

Representantes do governo do Equador informam que há um grande temor com relação à greve dos policiais do país por conta da temporária ausência do presidente Rafael Correa do Palácio do Governo.

O presidente se recuperava de uma operação no joelho na manhã desta quinta-feira, quando os militares se aquartelaram por conta do veto de Correa a uma lei aprovada na Assembleia Nacional, que daria mais benefícios financeiros e bonificações aos policiais.

Segundo a imprensa local, o presidente foi nesta manhã até a base Quito 1, o primeiro destacamento militar a entrar em revolta, para tentar dialogar com os soldados, mas não teve sucesso.

Representantes das forças policiais localizados no Palácio do Governo estariam retirando do local documentos, segundo informações do governo equatoriano.

Neste momento, os militares continuam nos quartéis e representantes da Força Aérea fecharam o aeroporto da capital, Quito, sem o uso de armas, segundo as rádios locais.

Morte cruzada

O presidente Correa vive um momento de relativo enfraquecimento político. Ele estuda publicar um decreto em que dissolveria a Assembleia Legislativa. O Executivo e o Parlamento têm vivido às turras recentemente, porque o governo socialista de Correa não tem mais encontrado facilidade para aprovar suas propostas.

A solução planejada por Correa é a chamada "morte cruzada", em que, simultaneamente à dissolução do Parlamento, se convoca novas eleições também para a Presidência. A "morte cruzada" é uma possibilidade extrema prevista na Constituição de 2008 do Equador.

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