Governo do Equador não prorrogará estado de exceção

País está 'retornando à calma paulatinamente', de acordo com a presidência; estado de exceção termina nesta terça-feira

EFE |

O governo do Equador anunciou nesta segunda-feira que não prorrogará o estado de exceção decretado por cinco dias na quinta-feira passada, após a rebelião de policiais que cercaram o presidente do país, Rafael Correa.

O secretário jurídico da presidência, Alexis Mera, em declarações reproduzidas pela Secretaria de Comunicação da Presidência, indicou que o estado de exceção termina à meia-noite desta terça-feira.

"Não há necessidade de estendê-lo porque o país está retornando à calma paulatinamente", assinalou Mera após ressaltar que "o governo está muito, muito entristecido" com a revolta policial.

Por sua vez, o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, fez um apelo "ao conjunto da sociedade equatoriana para manter a unidade pela democracia e por um governo eleito legitimamente".

"O que aconteceu na quinta-feira é muito preocupante e não podemos dizer que podemos ficar tranquilos. Devemos ter muita cautela e estar muito alerta", advertiu o chanceler.

Já o ministro coordenador de Segurança Interna e Externa, Miguel Carvajal, destacou que serão revisadas todas as provas possíveis para identificar os organizadores da rebelião policial.

Na quinta-feira passada, Correa permaneceu várias horas refugiado em um hospital na capital equatoriana, cercado por policiais insurgentes que contestavam a eliminação de gratificações trabalhistas.

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