Governo do Equador concorda em aumentar salários de militares

Decisão ocorre dias depois de protestos e confrontos entre policiais e partidários do presidente Rafael Correa

iG São Paulo |

O governo do Equador concordou em aumentar os soldos das Forças Armadas, o que representará um gasto adicional de até US$ 35 milhões (cerca de R$ 59 milhões) por ano, dias depois que soldados enfrentaram a polícia amotinada para resgatar o presidente Rafael Correa, no que ele qualificou de uma tentativa de golpe.

A notícia do aumento dos salários dos militares foi divulgada na segunda-feira em meio ao debate sobre manifestações contra o governo Correa, por causa de um decreto sobre o fim de bonificações militares.

O aumento de soldo para capitães, majores e duas outras patentes já estava previsto e não afeta a supressão de bônus para policiais e militares. Foi a eliminação de bônus por promoções que desencadeou a violência da semana passada no país, que é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e marcado pela instabilidade política.

As Forças Armadas reclamam há tempos que o ajuste de soldos efetuado alguns anos atrás não incluiu quatro patentes. Pelo acordo, esses postos receberão até US$ 570 (R$ 961) por mês de reajuste calculado retroativamente até este ano.

O ministro da Defesa, Javier Ponce, disse que foi coincidência os soldos terem sido definidos dois dias após o ataque a Correa. Segundo ele, o aumento resultará em um gasto de US$ 30 milhões (R$ 50,6 milhões) a US$ 35 milhões (R$ 59 milhões) por ano.

Estado de exceção

Na segunda-feira, o governo do Equador anunciou que não prorrogará o estado de exceção decretado por cinco dias na quinta-feira passada, após a rebelião de policiais que cercaram o presidente do país, Rafael Correa. O secretário jurídico da presidência, Alexis Mera, em declarações reproduzidas pela Secretaria de Comunicação da Presidência, indicou que o estado de exceção termina à meia-noite desta terça-feira.

Na quinta-feira passada, Correa permaneceu várias horas refugiado em um hospital na capital equatoriana, cercado por policiais insurgentes que contestavam a eliminação de gratificações trabalhistas.

*Com Reuters e EFE

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