Governo do Chile quer que presidenciável venda ações

SANTIAGO (Reuters) - O governo do Chile disse nesta sexta-feira que trabalharia no Congresso para aprovar proposta que forçaria o bilionário, líder da oposição de centro-direita e candidato a presidente em primeiro lugar nas pesquisas, Sebastián Piñera, a vender parte das suas participações em empresas. O governo já enviou uma proposta ao Congresso que obriga os que concorrem a cargos públicos a colocar o seu patrimônio sob o chamado encargo cego. Ou seja, um terceiro administra os bens enquanto o dono exerce a função pública.

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Agora, o governo quer incluir no projeto a exigência de venda de participações em empresas que comercializam com o Estado ou fornecem serviços para o Estado num valor de mais de 8,5 milhões de dólares por ano, companhias que oferecem serviços por tarifas reguladas e também as que precisam de licença e concessão do Estado.

"Esperamos que o Congresso aprove a reforma constitucional que estabelece os encargos cegos e retome a idéia da venda de ações de empresas", afirmou o ministro-chefe de governo, José Anténio Viera-Gallo.

Piñera tem 27 por cento da companhia aérea LAN e também controla o canal de TV Chilevisión, entre outros negócios.

"Acho que é muito importante que ele (Piñera) aceite o convite da comissão constitucional e esclareça a sua opinião sobre esses temas", declarou Viera-Gallo. "Não queremos conflitos de interesse entre cargo público e bens pessoais."

Piñera perdeu a Presidência para Michelle Bachelet, a atual presidente, em 2005. Ele vendeu parte das suas ações em 2007 e 2008. No ano retrasado, ele teve que pagar uma multa por causa de problemas com suas ações da LAN.

Uma pesquisa de opinião divulgada nesta semana mostra que o conservador Piñera consolidou a sua liderança nas intenções de votos para presidente. O pleito ocorre neste ano.

(Reportagem de Antonio de la Jara)

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