La Paz, 6 out (EFE) - O Governo de Evo Morales afirmou hoje que a tentativa de golpe de Estado civil que, em sua opinião, ocorreu na Bolívia buscava a renúncia do líder e de seu vice-presidente para que o presidente do Senado, o opositor Óscar Ortiz, assumisse o comando do país.

Em entrevista à Agência Efe, o porta-voz presidencial, Ivan Canelas, explicou que essa teria sido a "sucessão constitucional normal" caso Morales e o vice-presidente, Álvaro García Linera, tivessem renunciado a seus cargos após um hipotético triunfo da tentativa golpista denunciada pelo Governo.

"No golpe de Estado que foi denunciado, o cívico-prefeitoral, havia uma intenção (para) colocar Óscar Ortiz como presidente", certamente com a possibilidade de convocar eleições gerais, afirmou Canelas.

O atual presidente do Senado é membro da conservadora aliança Poder Democrático e Social (Podemos) e obteve seu assento na Câmara Alta pelo departamento de Santa Cruz, reduto da oposição autonomista.

Tanto Morales quanto seu Governo denunciaram que o conflito e violência vividos na Bolívia nas últimas semanas foi uma tentativa do golpe de Estado civil promovido por líderes e "lojas maçônicas" autonomistas da oposição.

O porta-voz presidencial disse à Efe que, além do esclarecimento de todos os "atos criminosos" ocorridos em setembro, também é preciso investigar os supostos planos golpistas.

Além disso, Canelas respondeu às declarações do presidente do Senado, que disse hoje à Efe que Morales quer "desesperadamente" ser reeleito o mais rápido possível, em referência à intenção do Governo de levar à frente sua nova Constituição e convocar eleições gerais em 2009.

O porta-voz governamental rejeitou esta afirmação e defendeu que o mais democrático é que o povo considere o novo projeto constitucional em um referendo. EFE ja/db

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