Governo diz que número de mortes já chega a 75 mil no Haiti

O número de mortes confirmadas no terremoto do Haiti da semana passada subiu para 75 mil, disse nesta terça-feira o governo haitiano. Segundo um comunicado do departamento de Defesa Civil, outras 250 mil pessoas teriam sido feridas e um milhão estariam desabrigadas.

BBC Brasil |

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  • A nota afirma ainda que o Haiti permanece precisando urgentemente de abrigos temporários, água, comida, medicamentos e médicos.

    De acordo com o departamento, metade dos prédios na região da capital Porto Príncipe foi destruída.

    Na segunda-feira, o general americano Ken Keen, que comanda as tropas dos Estados Unidos no Haiti, afirmou que é razoável presumir que até 200 mil pessoas tenham morrido no terremoto da última terça-feira.

    Segundo o militar, trata-se de um desastre de "proporções épicas", mas ainda é "muito cedo para saber" o custo total de vidas.

    "A comunidade internacional está considerando esses números (entre 150 mil e 200 mil mortos) e eu acho que isso é um ponto de partida", disse Keen.

    Estados Unidos
    Os Estados Unidos vêm aumentando suas operações de ajuda no Haiti. Nesta terça-feira, 20 helicópteros despejaram suprimentos nas imediações do palácio presidencial da capital.

    Militares americanos dizem que a capacidade do aeroporto foi aumentada de 30 voos diários, antes do terremoto, para 180.

    O Pentágono disse estar preparando outras duas pistas de pouso para a chegada de suprimentos.

    Cerca de dois mil fuzileiros americanos ocuparam uma praia nas imediações da cidade, onde pretendem trazer suprimentos vindos por vias marítimas.

    Sarkozy
    O presidente francês, Nicolas Sarkozy, procurou evitar um possível mal-estar diplomático entre França e EUA, ao elogiar a "excepcional mobilização" americana e seu "papel fundamental no solo".

    No fim-de-semana, o ministro para Cooperação Internacional, Alan Joyandet, disse que um avião carregando um hospital de campanha foi impedido de aterrissar por militares americanos que passaram a controlar o local.

    "A preocupação é ajudar o Haiti e não ocupar o Haiti", ele teria dito, segundo agências de notícias.

    Cerca de 52 equipes de resgate lutam contra o relógio em busca de sobreviventes. Já foram salvas 90 pessoas e acredita-se que milhares ainda estejam sob os escombros.

    "Ainda não passamos da fase emergencial, mas começamos a pensar em longo prazo, com risco de infecções de cólera e tétano e uma grande necessidade de unidades médicas móveis", disse a enfermeira Margaret Aguirre.

    A porta-voz da agência da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Elizabeth Byers, disse que "a situação é tensa, mas calma. Claro que existem saques porque a população está no limite".

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