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Governo diz que hospitalização de Eluana é irregular

Roma, 8 fev (EFE).- O ministro da Saúde italiano, Maurizio Sacconi, afirmou hoje que considera irregular a hospitalização de Eluana Englaro na clínica La Quiete, em Udine, onde a alimentação artificial da italiana foi retirada para ajudá-la a morrer.

EFE |

"Tudo se desenvolve em uma situação que parece irregular", disse Sacconi à imprensa, em um ato.

O ministro italiano disse que a sentença do tribunal de apelação que autorizava a família a ajudar Eluana a morrer especificava que teria que acontecer em um centro médico especial para doentes terminais.

A clínica La Quiete, oferecida para receber Eluana, de 38 anos e em estado vegetativo desde 1992, é um centro de repouso para idosos, destacou Sacconi.

Como autorizou o Tribunal de Apelação de Milão e depois ratificou o Supremo, desde ontem uma equipe médica formada por voluntários externos à clínica retiraram a alimentação e hidratação de Eluana.

O Governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi está tentando, com todos os meios possíveis, impedir o cumprimento desta sentença e, assim, evitar a morte de Eluana.

Sacconi enviou ontem alguns inspetores do Ministério da Saúde para que esclarecessem algumas informações sobre a "idoneidade" do centro para receber Eluana.

Também ontem, aconteceu uma inspeção da clínica La Quiete por parte dos Carabinieri (Polícia militarizada) na qual, segundo a imprensa italiana, foram detectadas "anomalias administrativas".

A imprensa local afirma que o relatório dos Carabinieri destaca que o quarto onde Eluana está deveria ter sido "certificado" para ser considerado idôneo e poder, assim, receber uma pessoa nas condições da italiana.

Além disso, advertem da "anomalia" de que a paciente está sendo assistida por pessoal externo à clínica.

A presidente da clínica La Quiete", Ines Domenicali, disse, em nota, que existe sua autorização oficial para que a equipe de voluntários, formado por cerca de dez pessoas, entre médicos e enfermeiros, assistissem Eluana. EFE ccg/an

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