Governo diz que direita rejeita Constituição na Bolívia por privilégios

La Paz, 31 ago (EFE) - O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, afirmou hoje que a direita conservadora rejeita a nova Constituição porque acaba com os privilégios, abusos e arbitrariedades de uma elite privatizadora e egoísta que governou o país.

EFE |

Em entrevista ao canal estatal de televisão, García Linera disse que a verdadeira causa das divergências em torno da nova Carta Magna não são as autonomias ou a questão da reeleição do presidente, mas o fato de definir um modelo de país baseado na dignidade, na soberania e no controle dos recursos naturais.

"A nova Constituição restringe as privatizações, as desigualdades e as injustas distribuições da riqueza", afirmou García Linera.

A Bolívia vive um momento de especial confronto político depois do decreto promulgado pelo presidente Evo Morales que fixa para 7 de dezembro o referendo para ratificar a nova Constituição Política do país.

Morales e seus opositores fracassaram em todas suas tentativas de diálogo para tentar aproximar posturas na disputa que o projeto constitucional do presidente enfrenta com o processo autonomista empreendido unilateralmente pelas regiões de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija.

O ministro do Trabalho da Bolívia, Walter Delgadillo, afirmou hoje que o departamento de Tarija (sul) poderia se transformar "em um tipo de ligação de articulação" entre o Governo e os "setores regionais autonomistas que não conseguiram encontrar uma convergência".

Delgadillo assegurou que já conversou com autoridades da região de Tarija sobre o polêmico Imposto Direto aos Hidrocarbonetos e que "há alguns pontos de aproximação" que o ministro quer "consolidar em conversa direta com o governador departamental (Mario) Cossío" para chegar a "acordos interessantes para todos". EFE sam/bm/db

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