Governo denuncia tentativa de assassinar Morales após prisão de homem armado

La Paz, 20 jun (EFE).- O Governo boliviano denunciou hoje uma tentativa de magnicídio contra o presidente Evo Morales, após a detenção em Santa Cruz de dois homens, um deles armado com uma espingarda com mira telescópica, nas proximidades do aeroporto pouco antes da chegada do chefe de Estado à cidade.

EFE |

A denúncia foi realizada pelo vice-ministro de Coordenação com os Movimentos Sociais, Sacha Llorenti, às portas do Palácio de Governo, após acompanhar Morales em um ato com sindicatos de mineração em La Paz.

Morales viajou na última quinta à Santa Cruz, "reduto" da oposição regional, para participar, no município de Cotoca, de um ato de entrega de maquinaria pesada e recursos para desenvolvimento regional.

"Poucos minutos antes da chegada do presidente (ao aeroporto) foram detidos dois membros da União Juvenil Cruceñista, um deles carregando um fuzil com mira telescópica e com 300 cartuchos para esta arma", revelou hoje aos jornalistas o vice-ministro de Coordenação.

Em sua opinião, "a tentativa de homicídio" poderia estar vinculada "a setores que não descartam nenhuma possibilidade para atingirem seus objetivos, para alcançarem seus fins e, neste caso, perante claríssimos indícios de um magnicídio".

Sacha Llorenti disse que esta situação constitui "um fato muito sério", que deve ser "investigado profundamente" para determinar as intenções dos detidos e para estabelecer "quem está por trás deste atentado contra a segurança do Presidente".

A denúncia de magnicídio acontece após um grupo opositor ter bloqueado a saída do aeroporto da cidade de Tarija na última quarta, o que provocou a suspensão de uma visita prevista de Morales a este departamento.

O incidente foi o terceiro da semana impedindo Morales de cumprir sua agenda de viagens por protestos similares que ocorreram em uma área rural do departamento de Santa Cruz e na localidade de Villamontes, também situada em Tarija.

No fim de semana passado, o Governo se viu obrigado a transferir de Villamontes para um recinto militar situado na vizinha Yacuiba, um ato oficial para comemorar o fim de hostilidades da guerra do Chaco com o líder do Paraguai, Nicanor Duarte, e o presidente eleito deste país, Fernando Lugo.

No mês passado, o presidente esquerdista também não pôde se reunir com suas bases na cidade de Sucre, capital de Chuquisaca, onde os opositores agrediram os soldados que fazim a segurança do estádio no qual devia ocorrer um comício. EFE rs/bm/fal

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