O governo tailandês decretou estado de emergência na capital Bangcoc e arredores, depois que centenas de manifestantes invadiram o Ministério do Interior e atacaram um carro que eles acreditavam estar levando o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva. Soldados dispararam tiros de advertência, mas não entraram em confronto direto com os manifestantes. O premiê havia saído em segurança mais cedo.

Grupos que apoiam o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que fugiu do país depois de ser acusado de corrupção, vêm bloqueando o acesso a prédios do governo na última semana e prometeram manter a pressão até que Abhisit renuncie.

No sábado, o governo tailandês foi obrigado a cancelar a Cúpula de Países Asiáticos, que aconteceria no balneário de Pattaya, por causa dos protestos. O fracasso do encontro deixou o premiê em uma posição delicada e ele prometeu medidas duras para restaurar a ordem.

AP

Manifestantes forçaram o cancelamento da cúpula da Asean

A primeira delas foi a declaração do estado de emergência acompanhada de um anúncio televisionado em rede nacional.

"O governo vem tentando evitar a violência, mas os protestos cresceram e (os manifestantes) estão usando métodos incompatíveis com a constituição", declarou o premiê Abhisit.

Com o estado de emergência, podem ser proibidos encontros de mais de cinco pessoas, a imprensa pode ser censurada e o exército pode ser mobilizado para ajudar a polícia a manter a ordem, como já está acontecendo com a utilização de tanques para patrulhar as ruas de Bangcoc.

No ano passado, o governo instaurou estado de emergência em diversas ocasiões, mas os militares se recusaram a apoiar as medidas.

Segundo especialistas, o problema para Abhisit é que ele chegou ao poder depois de protestos parecidos com estes, só que liderados por manifestantes contrários ao governo anterior, formado por aliados do ex-premiê exilado Thaksin Shinawatra.

A violência nas ruas tailandesas já causou ao país um prejuízo de US$ 6 bilhões com a queda no turismo, exatamente no momento em que a economia sofre por causa da redução nas exportações.

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