O governo de Uganda anunciou hoje que na próxima terça-feira não assinará um acordo final de paz com a guerrilha do norte do país, que está sendo negociado há dois anos, e ameaçou romper a trégua que estava vigente.

O ministro do Interior de Uganda, Ruhakana Rugunda, fez essa declaração após saber que o chefe da equipe de negociação do rebelde Exército de Resistência do Senhor (LRA, em inglês), David Nyekorach-Matsanga, tinha renunciado.

Processo de paz em risco

A decisão coloca à beira do fracasso as conversas de paz, quando estava perto de terminar o processo com a assinatura do armistício.

"A não ser que a situação mude significativamente, o governo de Uganda não tem intenção de renovar o fim de hostilidades vigente", afirmou Rugunda, chefe da equipe de negociação do governo nas conversas de paz. A trégua termina na próxima terça-feira.

Esperava-se que o presidente ugandense, Yoweri Museveni, assinasse na terça-feira o armistício na cidade de Juba, no sul do Sudão, onde ocorrem as negociações, e que o líder do LRA, Joseph Kony, assinasse o documento ontem em Ri-Kwangba, na fronteira sudanesa com a República Democrática do Congo.

No entanto, Kony se negou a assinar ontem o acordo final, e o governo cancelou hoje a cerimônia programada para a próxima terça-feira.

As negociações eram realizadas com a mediação do governo autônomo do sul do Sudão, que ainda tenta salvar o processo.

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