Governo de Taiwan nega que acordos com a China quebrem autonomia

Taipé, 2 fev (EFE).- O Governo da Taiwan respondeu hoje às críticas da oposição reafirmando sua política de normalização de laços econômicos com a China, segundo ele, sem detrimento para a soberania.

EFE |

"As política de liberalização econômica com a China procuram melhorar o ambiente de investimento e reforçar o desenvolvimento econômico", disse em nota de imprensa o Conselho de Assuntos Chineses (CAC).

A política de reaproximação com a China, iniciada pelo presidente Ma Ying-Jeou logo após sua posse em maio de 2008, "não representa perigo nenhum para a soberania", afirmou o CAC.

Nas negociações com a China, realizadas em 13 de junho em Pequim e em 14 de novembro em Taipé, foram observaradas "as condições de salvaguardar a soberania de Taiwan e os interesses do povo", apontou o conselho.

"Taiwan prosseguirá sua política de manter a atual situação de independência de fato, evitando a guerra e sem fomentar nem a independência formal nem a união com a China", acrescenta.

"O diálogo e a intensificação dos contatos econômicos com a China favorecem a paz no Estreito de Formosa, e beneficiam a todo o mundo", conclui o comunicado.

O desenvolvimento de laços econômicos mutuamente beneficentes é o foco da atual política taiuanesa para a China, até que amadureça a situação e se possam iniciar as negociações políticas, afirma o CAC.

Nas últimas negociações entre China e Taiwan, que estavam há mais de uma década sem contatos, foram assinados acordos de transporte, cooperação postal e segurança alimentar.

A China considera a ilha como parte de seu território e ameaça com o uso da força militar, caso Taipé declare a independência formal.

Taiwan tem um Governo separado da China desde 1949, data em que o Governo do Partido Kuomintang fugiu da parte continental e se refugiou na ilha, após ser derrotado em uma guerra civil. EFE flp/jp

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