Governo de região indiana responsabiliza separatistas por ataques terroristas

Nova Délhi, 11 nov (EFE).- O Governo da região indiana de Assam (nordeste) atribuiu hoje a duas guerrilhas separatistas os atentados que deixaram 83 mortos e mais de 300 feridos no dia 30 de outubro em várias cidades da região.

EFE |

Os grupos acusados são a Frente Nacional Democrática de Bodoland (NDFB), que pede a independência para a tribo bodo, e a Frente Unida para a libertação de Assam (Ulfa), que reivindica a independência de toda a região, informa a agência indiana "Ians".

"Durante a investigação foi divulgado o investimento de alguns membros ativos do NDFB e também o envolvimento da Ulfa na cadeia de bombas", declarou o Governo de Assam em comunicado.

Os dois grupos negaram sua participação nos atentados, nove explosões que atingiram no dia 30 de outubro as cidades de Guwahati, Kokrajhar, Barpeta e Bongaigaon, e que foram reivindicadas pelo grupo Forças de Segurança Islâmicas.

No entanto, o Governo de Assam culpou agora os grupos separatistas e assegurou que oito pessoas estão à disposição da Polícia.

"Os principais culpados estão identificados e estamos fazendo esforços para capturá-los. Também está sob investigação a provável participação (no atentado) de outras agências e organizações", diz a nota do Governo.

Com o intuito de capturar os supostos responsáveis, as forças de segurança cercaram na noite da última segunda um campo de treinamento da NDFB, um grupo que assinou em maio de 2005 um cessar-fogo com o Governo central.

Entretanto, a Ulfa responsabilizou pelas explosões o grupo radical hindu Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), que propunha uma sociedade unitária e que é seguidora dos princípios do hinduísmo.

"O RSS executou as explosões e as tinha planejado há tempo", declarou o líder da Ulfa, Arabinda Rajkhowa, em comunicado veiculado pela "Ians". EFE daa/fal

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