Yangun (Mianmar), 5 mai (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores de Mianmar, Nyan Win, afirmou hoje à comunidade diplomática e a representantes da ONU que o número de vítimas mortais pelo ciclone tropical Nargis pode chegar a 10 mil pessoas.

Até ao momento, as informações oficiais divulgadas pela imprensa estatal são de quase 4 mil mortos e cerca de 3 mil desaparecidos.

A maior parte das mortes corresponde à divisão de Ayeyarwaddy e quase 60 à Yangun, a antiga capital e a maior cidade de Mianmar.

A ONU calcula em várias centenas de milhares o número de pessoas que perderam suas casas e estão na rua, com necessidade de teto, água potável e alimentos.

"Milhares de pessoas precisam de alojamento e água potável para beber", declarou Richard Horsey, do Escritório Coordenador de Assuntos Humanitários da ONU em Bangcoc.

O estado de emergência foi declarado no último sábado, mesmo dia no qual o ciclone descarregava toda sua potência sobre o sul de Mianmar, nas regiões de Yangun, Irrawaddy e Pegu e nos estados Karen e Mon.

As populações destes territórios estão sem serviços de água e de eletricidade há dois dias, enquanto o preço dos alimentos básicos disparou e se tornou difícil o abastecimento.

Em Bangcoc, a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e outras agências da ONU envolvidas na resposta aos desastres naturais se reuniram hoje para examinarem a situação e coordenarem um plano de ação que incluirá a reabertura das estradas bloqueadas.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha, presente na reunião, estabeleceu um fundo de emergência de 200 mil francos suíços (US$ 190.393) para os desabrigados.

A Cruz Vermelha já começou a distribuir auxílios básicos entre os desabrigados, como plásticos para cobrir telhados arrancados pelo ciclone, pastilhas de purificação de água, cobertores e roupas.

A reabertura, hoje, do aeroporto de Yangun agilizará a chegada da ajuda internacional a Mianmar. EFE mfr/fal

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