Governo de Honduras aconselha Zelaya a voltar só após eleição

BOGOTÁ (Reuters) - O governo interino de Honduras aconselhou, nesta sexta-feira, ao presidente deposto Manuel Zelaya que regresse ao país depois das eleições de novembro pela porta da frente e desista de seu plano de retornar nas próximas horas. O pedido do ministro interino da Defesa de Honduras, Adolfo Leonel Zedillo, foi feito enquanto Zelaya se desloca à fronteira de seu país pela Nicarágua, seguido por uma caravana de partidários.

Reuters |

Zedillo disse que o presidente deposto deveria entrar pela "porta da frente" para se apresentar às autoridades, que o acusam de ter violado a Constituição por ter tentado convocar um referendo sobre a reeleição presidencial.

"Zelaya deve vir ao país, na nossa opinião, depois das eleições, que as almas estejam calmas e se apresentar às autoridades", disse Zedillo à rádio colombiana Caracol.

"Nós esperamos que se ele tomar a decisão (de ingressar no país) que o faça pela porta da frente", acrescentou.

As negociações para buscar uma saída à crise de Honduras, provocada pela derrubada de Zelaya há quase um mês ainda não tiveram sucesso, apesar da mediação de vários países da região, devido à radicalização das partes.

A Organização dos Estados Americanos (OEA), por sua vez, manifestou que não reconhecerá o governo resultante das eleições em Honduras se Zelaya não for reconduzido ao cargo antes.

Muitos temem que a volta de Zelaya cause uma onda de violência em Honduras, país dividido entre seus seguidores e os que se opõem a ele pela proximidade com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

(Reporte de Nelson Bocanegra)

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