Governo de Hatoyama começa com 72% de apoio popular

Tóquio, 17 set (EFE).- O novo Gabinete japonês, com o primeiro-ministro Yukio Hatoyama no comando, começou os trabalhos hoje com uma série de reuniões com seus antecessores do Partido Liberal-Democrata (PLD) e um apoio popular de 72%, segundo a agência local Kyodo.

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Em sua primeira jornada de trabalho, os 17 novos ministros - a maioria sem experiência neste tipo de cargos - começaram a trabalhar para dar ao Japão o novo rumo prometido por Hatoyama, após 54 anos de Governo quase ininterrupto do PLD.

Segundo uma pesquisa realizada por "Kyodo", 72% da população respalda o novo Executivo, muito acima do apoio de 48,6% com o qual contava o anterior Governo de Taro Aso quando iniciou seu mandato, em setembro de 2008.

Após ser eleito formalmente ontem chefe do Executivo, Hatoyama se reuniu hoje com o presidente do maior sindicato japonês (o Rengo), Tsuyoshi Takagi, um dos que tinha mostrado seu apoio ao Partido Democrático (PD) antes de sua histórica vitória nas urnas, no último dia 30 de agosto.

Hatoyama reiterou a Takagi seu compromisso com a criação de trabalhos estáveis, ao mesmo tempo que reconheceu que o setor do emprego é um dos desafios mais significativos do novo Governo, segundo "Kyodo".

O titular de Finanças japonês, o veterano Hirohisa Fujii, de 77 anos, indicou à seu antecessor, Kaoru Yosano, que se assegurará de "não cometer nenhum erro" à hora de dirigir a economia da segunda potência mundial.

O responsável de Assuntos Exteriores, Katsuya Okada, abordou por sua parte com o anterior chefe da diplomacia, Hirofumi Nakasone, a situação dos laços com os Estados Unidos, um dos principais aliados do Japão.

Segundo "Kyodo", entre outras questões, Okada tratou com Nakasone sobre a missão logística japonesa de apoio aos EUA no Índico e lhe assinalou que o novo Governo a revisará antes de uma eventual prolongamento.

O novo Executivo japonês advoga por manter uma relação "de igual para igual" com Washington e pela revisão da situação das bases militares que os EUA mantém no Japão, com cerca de 50 mil efetivos.

EFE mic/fk

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