Governo de Guiné-Bissau investigará assassinatos de presidente e general

DACAR - O governo de Guiné-Bissau anunciou, nesta segunda-feira, a criação de uma comissão de investigação para esclarecer as causas dos assassinatos do presidente João Bernardo Vieira e do general Tagmé Na Waié, chefe do Estado-Maior do Exército, depois que os militares garantiram a continuidade das instituições do país.

Redação com Agência EFE |


O primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, se reuniu nesta segunda com os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que asseguraram ao chefe de governo que o assassinato do presidente não foi um golpe de Estado nem coloca em risco as instituições do país, segundo a rádio privada senegalesa "RFM".

O presidente da Assembleia Nacional, Raimundo Pereira, segundo indica a Constituição, assumirá a Chefia do Estado, e as eleições presidenciais devem ser convocadas em dois meses.

Após o encontro com os militares, o governo dirigido por Gomes Júnior pediu ao procurador-geral do Estado que forme uma equipe integrada pela Polícia Judiciária, a Justiça Militar e a Suprema Corte para identificar os autores dos ataques que causaram a morte de Bernardo Vieira e Na Waié.

A "RFM" anunciou que o governo da Guiné-Bissau decretou luto nacional por sete dias em homenagem ao presidente morto, que ocupou a Presidência da República durante quase 23 anos.

Vieira, 69, foi assassinado nesta segunda-feira por soldados, horas depois da morte do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas em um ataque a bomba.

Segundo um porta-voz do Exército, o presidente foi morto a tiros quando tentava fugir de sua casa, que estava sendo atacada. Há relatos de que a residência tenha sido saqueada por soldados. O Exército responsabilizava Vieira pela morte de Tagme Na Waie.

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