Governo de fato de Madagascar aceitar negociar com partidários do presidente

Antananarivo, 25 mar (EFE).- O chefe do Governo de fato de Madagascar, Andry Rajoelina, aceitou hoje negociar com os partidários do presidente derrubado, Marc Ravalomanana, uma saída para a crise, submetido a pressões da comunidade internacional e aos protestos dos que reivindicam a restauração da constitucionalidade.

EFE |

O Governo anunciou a realização de um fórum político nacional em 2 e 3 de abril em Antananarivo, após uma reunião realizada hoje entre Rajoelina e o enviado especial da União Africana (UA) para esta crise, Ablasse Ouedraogo.

Ouedraogo advertiu que Madagascar não poderá receber a próxima cúpula da UA, prevista neste país, já que não há um presidente da República, pois Rajoelina lidera uma autodenominada "Autoridade Suprema da Transição", resultado de um golpe de estado com apoio militar.

Rajoelina disse hoje em Antananrivo que discutiu sobre a cúpula da UA com o presidente rotativo da organização, o líder líbio Muammar Kadafi, e que dirigirá uma carta à comissão preparatória do encontro, sem esclarecer mais detalhes.

A UA condenou o Governo golpista de Rajoelina e anunciou sanções se não se chegar a uma saída negociada da crise ou se ocorrerem eleições antes de seis meses no país.

Enquanto isso, Rajoelina suspendeu o Parlamento e anunciou que governará com poderes especiais durante dois anos antes de realizar eleições. EFE fr/an

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