Governo de fato adverte que embaixada do Brasil não deve ser usada para violência

O governo de fato de Honduras exigiu na noite de sábado que o Brasil assegure que sua embaixada em Tegucigalpa não seja usada pelo presidente deposto Manuel Zelaya para gerar violência e comprometer a paz.

AFP |

"Solicitamos ao governo do Brasil que tome medidas imediatas para assegurar que o senhor Zelaya pare de utilizar a proteção que a missão diplomática do Brasil lhe oferece para instigar a violência em Honduras", indica um comunicado da Chancelaria do governo de fato.

"O governo de Honduras mostrou infinita paciência e moderação em sua reação à violência estimulada a partir de uma embaixada estrangeira", indica o texto.

O governo de fato assegurou que respeitará a integridade da embaixada brasileira "como indica a lei internacional".

Entretanto, no comunicado é feito um apelo para que o governo do Brasil defina em um prazo de no máximo 10 dias a modalidade de proteção concedida a Zelaya, que na segunda-feira retornou inesperadamente ao país e se refugiou na embaixada brasileira. "Caso contrário, tomaremos medidas adicionais conforme o Direito Internacional", advertiu o governo no comunicado.

A Chancelaria saudou o anúncio de vários países latino-americanos que decidiram pelo retorno a Tegucigalpa de seus embaixadores, que deixaram Honduras devido ao golpe de Estado de 28 de junho.

No entanto, indicou que os países que optaram unilateralmente por romper relações diplomáticas com Honduras deverão negociar seu restabelecimento com o atual governo.

Já aqueles governos que mantêm relações por meio de outras embaixadas, deverão solicitar a concessão de permissões para os novos chefes de missão.

O presidente deposto Manuel Zelaya pediu, também no sábado à noite, que seus seguidores se concentrassem em uma "ofensiva final" contra o governo de fato hondurenho.

"Fazemos um apelo patriótico à resistência em todo o território nacional para que se mobilizem e que cada população em cada departamento se dirija para a capital", para uma concentração na segunda-feira, quando se completam três meses do golpe de Estado de 28 de junho, pediu Zelaya em um comunicado.

Zelaya definiu a convocação como "uma ofensiva final" de caráter pacífico contra o governo de fato.

Neste domingo, a liderança da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado, que reúne organizações políticas e sociais, deverá realizar uma reunião em Tegucigalpa para definir a estratégia da mobilização.

on/dm

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