Estados Unidos suspenderam vistos de autoridades locais, incluindo o dele, após o golpe de Estado contra o mandatário constitucional do país, Manuel Zelaya." / Estados Unidos suspenderam vistos de autoridades locais, incluindo o dele, após o golpe de Estado contra o mandatário constitucional do país, Manuel Zelaya." /

Governo de facto de Honduras diz desconhecer suspensão de vistos anunciada pelos EUA

TEGUCIGALPA - O presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, disse desconhecer a notícia de que os http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/07/28/eua+revogam+vistos+diplomaticos+de+autoridades+de+honduras+7551934.html target=_topEstados Unidos suspenderam vistos de autoridades locais, incluindo o dele, após o golpe de Estado contra o mandatário constitucional do país, Manuel Zelaya.

Redação com agências internacionais |

Contudo, afirmou não ver como um "inconveniente que o senhor embaixador (Hugo Llorens) tire os vistos, isso é uma decisão dos Estados Unidos e eu a respeito".

Em nota divulgada ontem, o Departamento de Estado norte-americano anunciou a revogação dos vistos concedidos a quatro funcionários do governo hondurenho que, embora tenham assumido seus cargos ainda na gestão do presidente deposto continuaram a trabalhar para o regime de facto do país. Entre as autoridades que perderam a permissão está o presidente do Congresso, cargo de Micheletti antes de assumir o poder.

Micheletti também declarou não acreditar que Zelaya retorne em breve ao país, "mas são as entidades, como o Congresso e a Suprema Corte da Justiça, que devem dizer isso, eu não vou interferir nesses poderes do Estado".

"Peço a Deus todos os dias e a cada momento, que me dê a oportunidade -- ao chegar à época, se Deus permitir, em 27 de janeiro, às 9h da manhã -- de entregar [a presidência] ao novo presidente de Honduras, eleito pela vontade popular e não por imposição", expressou.

Ele considerou ainda que se os hondurenhos tivessem permitido a consulta popular promovida por Zelaya para reformar a Constituição, "neste momento seriamos chavistas, uns por coração, uns quatro, mas a maior parte da população obrigada, escrava de um socialismo do século 21, escrava de um transtornado que governa um país tão lindo como a Venezuela", referindo-se ao mandatário Hugo Chávez.

Zelaya foi deposto e expulso do país no dia 28 de junho , dia em que seria realizado o referendo sobre mudanças constitucionais, que era impugnado pelo Judiciário e Legislativo hondurenhos.

Por sua vez, o mandatário destituído elogiou a decisão norte-americana, mas pediu outras medidas de pressão. "É preciso insistir, que os Estados Unidos continuem a pressionar os golpistas", declarou Zelaya em entrevista à rede Telesur.

Desde sexta-feira passada, Zelaya encontra-se na região fronteiriça entre Nicarágua e Honduras , onde instalou um acampamento e organiza uma mobilização que o permita retornar ao seu país.

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