Caracas, 2 mar (EFE).- O Governo regional do estado venezuelano litorâneo de Vargas, próximo a Caracas, informou que revisa as concessões de terras públicas a empresas privadas, depois que representantes de um clube denunciaram hoje intenções expropriadoras pelo poder estatal.

"Não estamos expropriando ninguém. Simplesmente, nomeamos uma comissão para revisar todas as concessões e, no caso do Clube Marina Grande, seus proprietários ultrapassaram os limites e já privatizaram três praias que tenho certeza de que não estão na concessão", disse o governador de Vargas, o ex-general Jorge García Carneiro.

No entanto, ele deixou transparecer, em declarações à emissora de TV Globovisión, que justamente pode tomar as terras do clube, ao dizer que "uma vez revisada a documentação do Clube Marina Grande decidiremos depois que ações tomar".

Momentos antes, Luis Tania, da diretoria do clube, disse à mesma emissora que funcionários do governo, soldados e membros de conselhos comunais de Vargas invadiram seu escritório, "com intenções expropriadoras, iguais a delinquentes roubando".

Tania admitiu, porém, que a concessão ao Clube Marina Grande, propriedade familiar há 40 anos, com 500 sócios, inclui "uma praia privada, outra de visitantes, outra que está fechada e outra pública de livre acesso".

O governador, aliado do presidente Hugo Chávez, insiste em acusar o clube de "tomar terrenos públicos" e de "chegar ao extremo de cobrar US$ 30 a cada pessoa que deseja desfrutar das praias".EFE ar/jp

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