O governo cubano anunciou nesta segunda-feira medidas para evitar que os preços dos produtos agrícolas e de primeira necessidade disparem, assegurando que importará mais alimentos para enfrentar a escassez após a passagem de dois furacões pela ilha.

"Não está previsto (o) aumento dos preços de nenhum bem de primeira necessidade, regulado, de venda liberada ou ofertado nas lojas arrecadadoras de divisas", segundo uma nota, publicada no jornal oficial Granma.

O anúncio indicou que a partir desta segunda-feira serão mantidos nos mercados agropecuários estatais -muito subsidiados, mas nos quais a variedade da oferta é limitada-, os preços estipulados pelas autoridades das províncias.

Para os mercados agrícolas que se regem pela oferta e demanda, mais abastecidos, com preços mais altos e onde os agricultores vendem seus excedentes produtivos, será "estabelecido provisoriamente como preços máximos os existentes antes dos furacões para um grupo de produtos básicos".

Acrescentou que "estão garantidas as importações planejadas de cereais, grãos e outros produtos, mas que são negociadas outras compras diante da redução temporária na oferta de carnes e frutas que haverá nos próximos meses".

O texto oficial reiterou que a especulação nos preços dos alimentos será castigada "energicamente" após a passagem dos furacões Gustav e Ike entre 30 de agosto e 9 de setembro.

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