Governo de coalizão toma posse no Quênia

O líder da oposição do Quênia, Raila Odinga, tomou posse do cargo de primeiro-ministro do país em uma cerimônia na qual todo o gabinete do governo de coalizão também foi empossado. Odinga foi aplaudido ao fazer o juramento, no qual afirmou ser fiel ao presidente da República do Quênia e servir com todo meu coração, vou preservar, proteger e defender a constituição do Quênia pela lei estabelecida.

BBC Brasil |

O cargo de primeiro-ministro assumido por Odinga é um elemento importante do acordo de divisão de poder no país com o presidente Mwai Kibaki, para encerrar a crise iniciada logo depois das eleições.

Crise

A crise no Quênia começou após as eleições de dezembro, nas quais o presidente e o líder da oposição reivindicaram vitória.

A disputa dos resultados provocou confrontos entre forças oficiais e simpatizantes dos dois lados. Cerca de 1,5 mil pessoas morreram e outras 600 mil deixaram as suas casas para fugir da violência.

Odinga, cujo Partido Democrático Laranja (ODM na sigla em inglês) é o maior no Parlamento, afirmou que a eleição presidencial foi fraudada em benefício de Kibaki.

Mediador

O ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que mediou o acordo em fevereiro esteve presente na cerimônia de posse em Nairóbi, junto com o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, e outros líderes de países do leste da África.

O maior gabinete de governo do Quênia desde a independência conta com 40 ministros e 52 vice-ministros. O novo primeiro-ministro Raila Odinga queria um gabinete com 26 ministros, mas concordou com as exigências do presidente Mwai Kibaki, de um gabinete de governo maior.

Com todos estes nomes ocupando cargos do governo, as críticas já começaram quanto ao custo do novo gabinete, segundo a correspondente da BBC em Nairóbi Karen Allen.

Cada ministro deve receber um salário de US$ 16 mil por mês. E cada um deles tem direito a dois carros oficiais e cinco seguranças.

De acordo com o correspondente da BBC Adam Mynott, os ministros também têm direito a assistentes e verbas, além de 40 secretárias permanentes.

Apenas para o primeiro-ministro Raila Odinga já foram designados 45 seguranças e uma frota de carros para seu transporte.

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