Governo da Itália recorrerá ao Supremo contra participação de partido cristão

Roma, 2 abr (EFE).- O Governo italiano anunciou nesta quarta-feira que recorrerá à Corte Suprema para que revogue a ordem do Conselho de Estado que permite um pequeno partido democrata-cristão de concorrer às eleições gerais marcadas para 13 e 14 de abril, já que a campanha eleitoral está em andamento.

EFE |

O anúncio foi feito pelo Ministério do Interior italiano, que afirmou que pediu à Advocacia-Geral do Estado que apresente o recurso.

O Governo adotou estas medidas pouco depois de se conhecer que o Conselho de Estado decidiu de maneira cautelar que a lista do partido Democracia Cristã possa se apresentar ao pleito, o que pode supor, segundo o ministro do Interior italiano, Giuliano Amato, que as eleições gerais podem ser adiadas.

O símbolo do partido Democracia Cristã, de Giuseppe Piazza, não foi admitido pelo Ministério do Interior por ser muito parecido ao do da União de Democratas Cristãos e de Centro (UDC), decisão que foi recorrida.

Piazza exigiu hoje que o pleito seja adiado para que seu partido possa estar em igualdade de condições com os demais.

No entanto, os principais líderes políticos italianos se manifestaram contrários a essa possibilidade.

O líder da conservadora formação Povo da Liberdade (PDL), Silvio Berlusconi, primeiro nas pesquisas eleitorais, considerou que um eventual atraso "seria um drama para o país", pois significaria "perder mais tempo".

O líder do Partido Democrata (PD), Walter Veltroni, segundo nas pesquisas de intenções de voto, se disse "absolutamente contrário ao adiamento", e que uma decisão desse tipo seria, além disso, "um golpe de imagem gravíssimo" para o país.

O primeiro-ministro interino, Romano Prodi, considerou que deve se fazer "de tudo, dentro dos limites da lei" para evitar o adiamento das datas do pleito, em declarações feitas de Budapeste, onde participa da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). EFE jl/mac/fb

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