O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, descartou a troca de reféns das Farc por rebeldes presos, como pede a guerrilha, garantiu o assessor político do presidente, José Obdulio Gaviria, neste domingo.

"O acordo humanitário (para a troca) é um assunto entre Estados, entre forças beligerantes. A Colômbia não tem nenhuma guerra com Estados, nem tem prisioneiros de guerra com outros Estados", disse Gaviria ao jornal "El País", da Cali (sudoeste), rejeitando a proposta das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Após a libertação unilateral de seis reféns - três policiais, um militar e dois políticos - esta semana, as Farc ainda mantêm em seu poder pelo menos 22 militares e policiais, que propõem trocar por 500 rebeldes presos, dos quais três estão nos EUA.

"Não", respondeu o assessor presidencial, taxativamente, ao ser consultado sobre se um acordo humanitário seria possível com esse governo.

Obdulio, que deixará a atual administração em 30 de março e é conhecido por sua estreita ligação com Uribe, disse que o presidente não aceita que exista, no país, uma força beligerante (neste caso, as Farc), para negociar uma troca de presos.

Nesse sentido, o assessor presidencial disse que a recuperação dos reféns restantes deve acontecer por meio de um resgate militar similar ao que permitiu, em julho passado, que a política franco-colombiana Ingrid Betancourt, três americanos e 11 soldados recuperassem sua liberdade.

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