Governo da China nega perseguição a etnias muçulmanas do oeste do país

Pequim, 28 ago (EFE).- O Ministério de Assuntos Exteriores da China negou hoje que o Governo esteja realizando uma campanha de opressão às etnias muçulmanas no oeste do país, e afirmou que sua repressão a grupos separatistas está de acordo com a lei.

EFE |

"Há um grupo de forças do Movimento Islâmico do Turquestão Oriental que tenta gerar violência e separar a China. Por isso, as autoridades agem de acordo com a lei", destacou hoje o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Qin Gang, em entrevista coletiva.

Qin respondeu assim a um relatório do Congresso Mundial Uigur - grupo exilado na Alemanha -, no qual assinala que, na última semana, mais de mil uigures, etnia de língua turcomana e credo muçulmano que habitam a região de Xinjiang (oeste), foram detidos, entre eles 100 crianças.

As medidas enérgicas contra os grupos separatistas, que Pequim disse serem responsáveis pelos ataques contra forças chinesas em Xinjiang durante os Jogos Olímpicos, "não têm nada a ver com a perseguição ou repressão dos uigures", acrescentou o porta-voz.

Segundo o Congresso Mundial Uigur, ontem houve um outro ataque com arma branca em Xinjiang, no qual dois policiais chineses morreram e outros sete ficaram feridos, ataque sobre o qual Qin disse não ter conhecimento.

O Movimento Islâmico do Turquestão Oriental não realizava nenhum ataque na China desde 1997, e o Governo chinês tem combatido os separatistas com mão de ferro, após conseguir que o movimento fosse incluído na lista de grupos terroristas internacionais.

Cerca de 20 milhões de uigures habitam a região de Xinjiang, rica em recursos naturais necessários para o crescimento da China.

Organizações como Anistia Internacional afirmam que o Governo chinês realiza nessa região uma campanha de repressão cultural e política similar à praticada no Tibete, com execuções sumárias, torturas e outras violações dos direitos humanos para reprimir qualquer espreita de insurgência. EFE mz/wr/gs

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