Governo da Bolívia nega que expulsará famílias brasileiras do país

La Paz, 16 ago (EFE).- O Governo da Bolívia negou hoje que expulsará famílias brasileiras que vivem em Santo Inácio de Velasco, no departamento de Santa Cruz, cidade próxima à fronteira com o Brasil.

EFE |

O vice-ministro de Terras, Alejandro Almaraz, disse, em uma entrevista ao canal estatal do país, que "é falsa" a informação sobre o despejo à força de moradores brasileiros da cidade no departamento de Santa Cruz.

Afirmou ainda que as expulsões de cidadãos estrangeiros assentados em povoações fronteiriças durante o mandato de Evo Morales foram realizadas "com pleno respeito aos direitos humanos, de uma maneira razoável e com consideração pelas pessoas".

Acrescentou que, em outros casos, algumas pessoas tiveram que ser despejadas "porque a situação não admitia maiores demoras" e citou o caso de um empresário brasileiro que explorava madeira em território boliviano ilegalmente.

Almaraz lembrou que a Bolívia e o Brasil coordenam, juntamente com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a recolocação de famílias brasileiras pobres, que vivem em cidades que fazem fronteira com o Brasil, para o departamento amazônico de Pando, no norte do país.

"Temos um convênio que está sendo executado com a participação da OIM que nos permitirá esta recolocação com alternativas econômicas até dezembro. Vamos ser rigorosamente respeitosos ao acordo que assinarmos com o Brasil", disse.

A medida responde ao novo texto constitucional promulgado em fevereiro, que assegura que nenhum estrangeiro pode adquirir ou ter propriedades em território boliviano sob usufruto a 50 quilômetros da fronteira.

O Governo também deu início à aplicação de um plano, nesta semana, para transferir famílias camponesas de outras regiões para Pando, com o objetivo de "sentar soberania" nas fronteiras e proteger o território boliviano de ocupações ilegais. EFE gb/pd

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